Como uma indústria alimentícia de congelados aumentou seu mercado sem expandir seu território
Setor
Indústria Alimentícia
Desafio
Expandir, sem aumentar território
Resultados
Aumento de mercado sem expandir territorialmente. Melhoria de previsibilidade de caixa com novo ICP. Redução de custos com logística, conversão e melhor qualificação
O desafio
Antes de fechar parceria com a Datlo, uma indústria de congelados operava com uma lógica de prospecção herdada: padarias, mercados e redes de food service regionais. O time comercial trabalhava com listas frias de CNPJs, abordagem reativa e um ICP definido internamente sem respaldo de dados.
O problema não era falta de demanda, congelados têm altíssima capilaridade de consumo. O problema era que a empresa havia cristalizado uma definição de cliente ideal que representava uma fração pequena do mercado real disponível, e ninguém havia questionado essa definição com evidências.
Essa rigidez gerava três gargalos operacionais:
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Saturação dos segmentos óbvios: Padarias e mercados locais já eram amplamente disputados por concorrentes regionais. A margem de negociação era comprimida e o custo de aquisição de cliente crescia a cada ciclo.
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Ausência de recorrência previsível: Comércios de varejo independentes têm demanda sazonal e volume inconsistente. A carteira da empresa era volátil, sem âncoras de receita recorrente que estabilizassem o fluxo de caixa.
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Prospecção sem critério geográfico: O time abordava empresas por proximidade ou indicação, sem mapeamento de densidade por tipo de estabelecimento ou análise de potencial por região.
"A gente sabia que vendia bem. O que a gente não sabia era para quem mais poderia estar vendendo."
A solução
A decisão pela Datlo partiu da necessidade de responder uma pergunta que a empresa nunca havia formalizado: além de padaria e mercado, quem mais compra em volume recorrente?
O time de inteligência comercial, com apoio do time de inteligência da Datlo, estruturou a operação em etapas que partiram da análise da carteira existente para a construção de um ICP expandido.
1. Diagnóstico de carteira e mapeamento de concentração
A primeira etapa foi importar a carteira atual na plataforma e cruzar com o raio-x. O resultado confirmou o que o time suspeitava: mais de 80% da receita estava concentrada em dois segmentos, padarias e mercados de bairro, com atuação geograficamente restrita a um raio de 150 km da sede.
A análise também revelou segmentos com zero ou baixíssima penetração apesar de alta densidade na região: hotéis, postos de combustível com conveniência, universidades e empresas de catering para eventos.
2. Expansão de perfil com base em dados de categoria
Usando a categorização proprietária de estabelecimentos da Datlo, o time mapeou perfis de empresas com consumo recorrente e previsível de alimentos prontos ou semiprontos. O critério de qualificação migrou de "vende comida" para "opera com demanda contínua de snacks ou itens de café da manhã em escala."
Isso abriu segmentos que não estavam no radar:
- Hotéis e pousadas, que servem café da manhã diariamente com volume fixo por unidade habitacional
- Postos de combustível com lojas de conveniência, que operam como minimercdados urbanos com alta rotatividade de snacks
- Universidades e centros universitários, com cantinas que atendem milhares de pessoas por dia
- Empresas de buffet e catering para eventos corporativos, com demanda concentrada mas de alto volume por pedido
- Funerárias, segmento identificado empiricamente pelo próprio cliente durante a exploração na plataforma, com demanda recorrente e baixíssima concorrência de fornecedores especializados
3. Priorização geográfica por densidade de perfil
Com os segmentos definidos, o time usou a inteligência geográfica da Datlo para mapear municípios com alta concentração dos novos perfis de ICP dentro do raio logístico viável da empresa. Isso evitou que o time comercial desperdiçasse esforço em regiões com perfil correto, mas fora do alcance de distribuição.
4. Carteiras segmentadas por perfil
Para não contaminar métricas e permitir análise de performance por segmento, a operação foi estruturada com carteiras separadas na plataforma: uma para os segmentos tradicionais e uma para cada novo vertical explorado. Isso permitiu comparar taxa de conversão, ticket médio e recorrência entre perfis e redirecionar esforço com base em dados, não em percepção.
"Quando a gente viu o mapa de hotéis na nossa região, ficou óbvio que estava deixando dinheiro na mesa. São clientes que compram todo mês, no mesmo volume, sem precisar de promoção."
Resultados
A transição de um ICP estático para uma estratégia de expansão orientada por dados produziu mudanças estruturais na operação comercial da empresa:
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Aumento do mercado endereçável sem expansão territorial: Dentro do mesmo raio logístico, a empresa identificou um volume de clientes potenciais três vezes maior que o universo original de padarias e mercados. O TAM real nunca havia sido mapeado.
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Receita recorrente como âncora de caixa: Hotéis e universidades, por operarem com demanda contínua e previsível, passaram a representar a base estável da carteira. A volatilidade de receita caiu significativamente nos primeiros trimestres após a mudança.
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Redução do custo de qualificação: Com categorias específicas de estabelecimento substituindo listas genéricas de CNPJs, o time comercial eliminou a etapa de triagem manual de elegibilidade. Cada lead gerado já chegava com o perfil de consumo validado pela categorização da plataforma.
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Descoberta de segmentos de baixa concorrência: Funerárias e empresas de catering, por serem segmentos não convencionais, apresentaram ciclo de venda mais curto e menor resistência à negociação. A ausência de concorrentes nesse nicho criou uma vantagem de primeiro movimento.
"Antes, a gente abria território por feeling. Agora, a gente sabe exatamente qual o potencial de ativação tem em cada cidade antes de mandar um representante para lá."